Imagem, Eu, tu, Quem? Image, I, you, Who?

Atualizado: 8 de Jul de 2019

Se a imagem é a representação de uma pessoa, o que gostaríamos de representar? If the image is the representation of a person, what would we like to represent?

i·ma·gem (latim imago, -inis, representação, forma, imitação, aparência)

substantivo feminino 1. Representação de pessoa ou coisa. 2. Figura ou efígie de um santo, da Virgem ou de Cristo. 3. Semelhança. 4. Representação (no espírito) de uma ideia. 5. [Informal] Pessoa formosa. 6. [Gramática] Metáfora.

"imagem", definição no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

Se a imagem é a representação de uma pessoa, o que gostaríamos de representar? Com gostaríamos de nos ver aos olhos do outro? Esta pergunta é feita inconscientemente por milhões de pessoas todos os dias ao redor do mundo. Será que a imagem que eu represento para o mundo é a imagem que me representa realmente?

Maria entrou no consultório de um médico e foi recebida por um profissional vestido de bombeiro. Algo estava fora do lugar.

João foi à esquadra de polícia e na receção estava uma mulher vestida com a farda de Chef de Cozinha. E isto só para falarmos da imagem externa. Mas há outra, tão poderosa quanto à externa. E esta pode não ser tão facilmente explicada. A nossa imagem interna é realmente poderosa e muitas vezes não coincide com a imagem externa.

Uma pessoa tímida tem todo o potencial para ser um líder, mas pode passar a imagem de ser pouco proativo. Na cultura ocidental, um aperto de mãos deve ser firme. Na cultura oriental, deve ser suave e curto, caso contrário será encarado como uma atitude rude e o contato visual nunca deve ser feito. E a imagem transmitida será o oposto da que se quis transmitir.

Mesmo entre as profissões há uma diferença muito grande na imagem. Um profissional da beleza, que não tenha uma imagem bem cuidada, pode não passar credibilidade aos seus clientes. Hoje vemos tudo pelo conceito “holístico”, a totalidade das ações, atitudes, linguagem não verbal e imagem nos representa no mundo.

Ao falar da imagem, tentamos levantar o véu de muitas facetas humanas. E se pensarmos na complexidade do ser humano, tanto mais complexo será o representar desta imagem.

Vamos fazer um exercício: (sem juízo de valor algum) entre num espaço, um restaurante por exemplo, e tente construir a história da vida das pessoas que ali estão. De certeza, que julgando pela imagem externa, dificilmente irão descobrir o que cada uma das pessoas é e suas respetivas profissões.

E é exatamente por isso que os juízos de valor são tão perigosos, porque julgam a imagem que representa alguém externamente, sem levar em conta a imagem interna (personalidade, valores, experiência de vida, etc).

Segundo Glória Kalil, escritora com 5 best sellers sobre comportamento, “ser chique é um equilíbrio absoluto entre aparência e conteúdo. Chique é uma pessoa que que se apresenta bem, que se veste adequadamente, mas que também tem conteúdo. É alguém que tem cuidado com o outro, que escuta o outro, que sabe medir o seu entorno. Alguém que presta atenção ao seu redor e busca adequação. Não há competência profissional que não se beneficie de boa aparência. Não há boa aparência que compense a falta de competência profissional”

Portanto, a nossa imagem externa deveria refletir a nossa imagem interna. Nem sempre isto acontece e o reflexo no espelho fica distorcido. Os estereótipos também ajudam a construir muitos mitos na imagem pessoal. Felizmente, hoje estamos numa era muito mais livre em termos de roupa, cabelos, maquilhagem, acessórios.

Mesmo em ambientes mais conservadores, já existe uma latitude maior nas escolhas de como as pessoas querem ser vistas pela sociedade. Ou será que não? Será que mesmo nestes tempos modernos ainda somos julgados pelo que aparentamos e não pelo que somos? Fica a reflexão.

Ao começar a escrever este artigo, e tendo vivido em lugares e cidades tão diferentes como São Paulo, Copenhaga, Denver, Lisboa, deparei-me com um leque de opções muito ricas por onde começar este editorial. Mas o que mais me vinha à mente não era a imagem de um profissional e sabem por que?

Porque antes de sermos profissionais, pais, irmãos, filhos, somos seres humanos que se reinventam todos os dias. E com isto, a nossa imagem externa pode vir a mudar, mas toda vez que a externa muda, podem ter a certeza de que a interna também fez o seu caminho. Novamente, o holístico nos seguindo.

Ao longo da nossa vida reinventamonos vezes e vezes. Isto chama-se crescimento pessoal. Não devemos ter medo deste crescimento, para além de mostrar que estamos VIVOS, também evidencia o colar da imagem interna à nossa imagem externa.

E no final, a imagem que nos representa vai sendo retocada como um quadro que ao final dos anos vai perdendo a sua cor, mas que ao ser restaurado volta a mostrar toda a beleza que é a essência daquela obra de arte, e no nosso caso, a beleza de ser HUMANO.


Consuêlo Cascais

Consultora Sénior Independente Mary Kay


Image (Latin imago, -inis, representation, form, imitation, appearance)

female noun 1. Representation of person or thing. 2. The figure or effigy of a saint, of the Virgin or of Christ. 3. Similarity. 4. Representation (in the spirit) of an idea. 5. [Informal] Beautiful person. 6. [Grammar] Metaphor.

"image", definition in the Dictionary Priberam of the Portuguese Language.

If the image is the representation of a person, what would we like to represent? How would you like to see us in each other's eyes? This question is asked unconsciously by millions of people every day around the world. Is the image I represent to the world the image that really represents me?


Maria entered a doctor's office and was greeted by a professional firefighter. Something was out of place.

John went to the police station, and at the reception was a woman dressed in the Chef's uniform. And this just to talk about the external image. But there is another, as powerful as the outside. And this may not be so easily explained. Our inner image is really powerful and often does not match the external image.

A shy person has all the potential to be a leader, but can get the picture of being unprofessional. In western culture, a handshake must be firm. In Eastern culture, it should be smooth and short, otherwise it will be regarded as a rude attitude and eye contact should never be made. And the transmitted image will be the opposite of the one that was wanted to transmit. Even among the professions there is a very big difference in the image. A beauty professional, who does not have a well-cared image, may not pass credibility on to his clients. Today we see everything by the concept "holistic", the totality of actions, attitudes, nonverbal language and image represents us in the world. In speaking of the image, we try to lift the veil of many human facets. And if we think about the complexity of the human being, the more complex will be the representation of this image.


Let's do an exercise: (no sense of value) enter a space, a restaurant for example, and try to build the life story of the people who are there. Certainly, judging by the external image, they will hardly find out what each person is and their respective professions.

And that is exactly why judgments of value are so dangerous, because they judge the image that represents someone externally, without taking into account the internal image (personality, values, life experience, etc.).

According to Gloria Kalil, a writer with 5 bestsellers on behavior, "being fancy is an absolute balance between appearance and content. Chic is a person who presents himself well, who dresses properly, but who also has content. It is someone who cares about the other, who listens to the other, who knows how to measure his surroundings. Someone who pays attention to your surroundings and seeks suitability. There is no professional competence that does not benefit from good looks. There is no good appearance that compensates the lack of professional competence "

Therefore, our external image should reflect our internal image. This does not always happen and the reflection in the mirror is distorted. Stereotypes also help build many myths in the personal image. Fortunately, today we are in a much freer age in terms of clothing, hair, make-up, accessories.


Even in more conservative environments, there is already a greater latitude in the choices of how people want to be seen by society. Or is it not? Do we even in this modern age still be judged by what we look like and not by what we are? It is the reflection.

As I began to write this article, and having lived in places and cities as different as São Paulo, Copenhagen, Denver, and Lisbon, I came upon a very rich range of options to start this editorial. But what came to mind was not the image of a professional and do you know why? Because before we are professionals, parents, brothers, children, we are human beings that reinvent themselves every day. And with this, our external image may change, but every time the external one changes, you can be sure that the internal one has also made its way. Again, the holistic following us.

Throughout our life we reinvent ourselves times and times. This is called personal growth. We should not be afraid of this growth, in addition to showing that we are ALIVE, it also highlights the internal image's glue to our external image. And in the end, the image that represents us is being retouched as a painting that at the end of the years is losing its color, but that when it is restored returns to show all the beauty that is the essence of that work of art, and in our case , the beauty of being HUMAN.


Consuêlo Cascais

Mary Kay's Independent Senior Consultant

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