Moinho Ibérico - Sabores de Sintra





Ao norte do concelho de Sintra, na zona do Magoito, uma vila típica calma, junto de um grande moinho, à beira da estrada encontramos o restaurante “Moinho Ibérico”. Provamos algumas iguarias, grelhados sobretudo, mas com uma variedade de deixar água na boca. O que nos cativa, é a qualidade das carnes, apesar de também podermos provar peixes e alguns sabores do mar típicos da nossa região. Entramos num espaço simples e acolhedor com salas bem arrumadas, que nos fazem sentir em casa. Compõe-se de um espaço para fumadores mais recolhido, e outro para não fumadores. O ambiente é descontraído, simpático, familiar e enquanto jantamos ouvimos as aventuras do Manuel, o dono do restaurante, que nos leva a aventuras de como começou e acabou aqui, no Moinho Ibérico.











<INP> Como surgiu o projeto do restaurante?

<MIberico> Surgiu por acaso, tinha vendido um outro restaurante que tinha e decidi tirar 15 dias de férias. Andei a passear e por coincidência passei no Magoito onde vi o que viria a ser o restaurante moinho iberico.

<INP> Qual foi o momento mais difícil no começo do seu projeto?

<MIberico> O mais difícil foi ter aberto o restaurante no dia 26 de setembro 2008, e no final de Outubro do mesmo ano, o motor da extração ter começado a arder, ter cerca de 100 pessoas para servir o jantar e não conseguir abrir devido ao fogo.

<INP> Quem são os promotores do projeto? e como foi o percurso de vida?

<MIberico> Comecei a trabalhar aos 12 anos de idade numa leitaria; era tão novo que não conseguia nem chegar ao balcão onde era servido o famoso café de saco. Esse momento foi o começo da minha paixão por este negócio. Mais tarde, com o tempo, fui trabalhar em vários restaurantes. Viajei para a Suíça e comecei a trabalhar para Saint Moritz para o Hotel Kulm. Meu trabalho era, no serviço da manhã, preparar tudo para começar a hora do almoço e, enquanto isso, as garçonetes chegavam e, enquanto serviam o almoço, eu lavava os copos e limpava os talheres. Eu não falava alemão, e pedi ao meu patrão, pois tinha alguma experiência em Portugal para me dizer o que precisavam, em inglês, quais as mesas que serviam para o serviço de almoço, que não me importaria de ajudar. Com essa experiência adquirida, consegui minha graduação como responsável pelas mesas de terraço. Eu também tive o apoio do hotel que pagou um professor para me ensinar alemão, sendo eu era um trabalhador excelente.

<INP> Se pudesse iniciar um novo projeto escolheria de novo Portugal?

<MIberico> Claro que escolhia. Gosto do meu País. E temos muito para dar a conhecer

<INP> Que opinião tem sobre viver e investir em Portugal?

<MIberico> Viver em Portugal é bom o País é calmo, o clima é bom. É o nosso cantinho a beira mar plantado. Não é um país fácil para investir, com uma carga fiscal elevada. É preciso gostar mesmo muito deste País para investir. Só para ter uma pequena noção: Quando compramos os legumes pagamos 6% de taxa de IVA e quando pagamos ao Estado pagamos a 13%. No caso do vinho também compramos com uma taxa de IVA de 13% e vamos pagar ao Estado 23%. Relativamente à Segurança Social 23.75% sobre o ordenado do Colaborador. Electricidade valor com taxa a 23%. Valores de facto, elevadíssimos. É preciso gostar muito do que se faz e conseguir gerir tudo muito bem para poder arcar com as despesas porque nem tudo é lucro como a maioria pode pensar.


In the the north of the municipality of Sintra, in the area of Magoito, a typical quiet village, next to a large mill, by the road we find the restaurant “Moinho Ibérico”. We tasted some flavors, grilled above all, but with a mouth-watering variety. What captivates us is the quality of the meat, although we can also taste fish and some sea food, typical of our region. We enter a simple and cozy space with well-tidy rooms that make us feel at home. It consists of a smaller smoking area and a non-smoking area. The atmosphere is relaxed, friendly, familiar and while we have dinner we hear the adventures of Manuel, the restaurant owner, who takes us on adventures of how it started and ended here at the Iberian Mill Restaurant.


INP> Who are the promoters of the project? and how was the life course?

<MIberico> I started working at the age of 12 in a dairy; he was so young that he could not even reach the counter where the famous sack coffee was served. That moment was the beginning of my passion for this business. Later, over time, I went to work in several restaurants. I traveled to Switzerland and started working for Saint Moritz for the Hotel Kulm. My job was, in the morning service, to get everything ready for lunch time, and in the meantime the waitresses arrived, and while I was serving lunch I washed the glasses and cleaned the cutlery. I did not speak German, and I asked my boss, as I had some experience in Portugal to tell me what they needed, in English, which tables served for lunch service, which I would not mind helping. With this experience gained, I obtained my degree as responsible for the terrace tables. I also had the support of the hotel who paid a teacher to teach me German, being an excellent worker.

<INP> If you could start a new project would you choose Portugal again?

<MIberico> Of course I chose. I like my country. And we have a lot to let show you

<INP> How did the restaurant project come about?

<MIberico> It happened by chance, had sold another restaurant I had and decided to take 15 days of vacation. I was walking and coincidentally I spent in Magoito where I saw what would become the Iberian mill restaurant.

<INP> What was the hardest time at the beginning of your project?

<MIberico> The most difficult thing was to have opened the restaurant on September 26, 2008, and by the end of October of the same year, the extraction engine started to burn, to have about 100 people to serve dinner and could not open due to to fire.

<INP> What is your opinion about living and investing in Portugal?

<MIberico> Living in Portugal is good the country is calm, the weather is good. It is our little corner by the planted seaside. It is not an easy country to invest with a high tax burden. You really must like this country to invest. Just to have a little idea: When we buy vegetables we pay 6% VAT and when we pay the state we pay 13%. In the case of wine we also buy with a 13% VAT rate and we will pay the state 23%. Regarding Social Security 23.75% on the salary of the Employee. Electricity value at 23% rate. Actual values, very high. You have to love what you do and be able to manage everything well to be able to afford it because not everything is profit as most people may think.


Edition 4 INPortugal Business Magazine

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