HERÓIS ….. NOBRE POVO



Henrique Lopes Mendonça, autor D’a Portuguesa, intitulou os Portugueses de Heróis do Mar, nobre povo, nação valente e imortal.

Confrontados internamente com o SARS – COV – 2 (Covid 19), os heróis uniram-se, e Portugal demonstrou ao mundo a sua força e capacidade, ainda que, com as costumadas dúvidas sobre os números oficiais, quer de infetados, quer de mortos.


Respondendo ao chamamento, a população confinou-se e veio para a janela aplaudir os profissionais de saúde, as forças de segurança, os transportadores de bens essenciais que garantiram que, não obstante o comportamento irresponsável de muitos, nada faltasse às famílias, os cantoneiros, e todas as outras profissões que garantiram que, em fase de confinamento a essencialidade se mantivesse à tona de agua.


As empresas essas – algumas delas, é claro – reinventaram-se e, num passe de mágica adaptaram a sua produção às novas necessidades, para que não nos faltasse álcool gel, mascaras, viseiras e demais material de proteção necessário à contenção deste inimigo invisível (vou aqui deixar de fora alguns Srs. Empresários que decidiram explorar o medo).

Passada a fase inicial entramos na fase do de desconfinamento e as empresas e os empresários tentam voltar à normalidade. E a pergunta que se coloca é: Qual normalidade?


Os Inquéritos levados a cabo desde o início da pandemia, mostram à saciedade que as empresas portuguesas, na sua maioria, recorreram a financiamentos, diferiram o pagamento de impostos, recorreram a Lay off. Por isso, muitas das empresas irão retomar a sua atividade, com tesouraria insuficiente, resultante da paragem e / ou da inatividade, para pagamento de fornecedores e salários, compromissos aos quais acrescerão as dívidas agora acumuladas. A que acresce a incerteza sobre o futuro da atividade, incluindo a hipótese de ter de voltar a encerrar!


Poucos serão os gestores que sabem como os mercados se irão comportar. O confinamento trouxe novos hábitos de consumo, nasceram novas profissões e outras tendem a desaparecer. Muitos serão os que irão falhar previsões, errar nos diagnósticos, e muitos não terão segunda hipótese! Os mercados internacionais vão alterar-se, e com eles o fluxo das exportações, vitais para o nosso crescimento económico. Cada um de nós, terá que decidir o que fazer, sabendo, como sabemos, que as empresas e os empresários terão que assumir agora, a responsabilidade de manutenção dos postos de trabalho existentes, o pagamento das dívidas contraídas, e o relançamento da economia que irá certamente entrar em crise profunda.


E ainda teremos que encontrar formas de financiamento, e eventualmente mais endividamento para operar a transformação digital que nos entrou pelas portas adentro, quer através da aquisição de novos meios informáticos, quer através do investimento em formação profissional para reconverter a força laboral, sem dúvida o maior ativo das empresas.


É, pois hora de irmos à Janela aplaudir os empresários e os empreendedores!


Artigo Opinião

Rui Jorge Rosário Rego. Presidente Comissão Executiva at Aerlis


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Henrique Lopes Mendonça, author D’a Portuguesa, called the Portuguese Heroes of the Sea, noble people, brave and immortal nation. Confronted internally with SARS - COV - 2 (Covid 19), the heroes came together, and Portugal demonstrated to the world its strength and capacity, even though, with the usual doubts about the official numbers, whether infected or dead .


Responding to the call, the population confined themselves and came to the window to applaud the health professionals, the security forces, the transporters of essential goods that ensured that, despite the irresponsible behavior of many, nothing was missing from the families, the angels, and all other professions that ensured that, in the confinement phase, essentiality remained afloat.


These companies - some of them, of course - have reinvented themselves and magically adapted their production to new needs, so that we did not lack alcohol gel, masks, visors and other protective material necessary to contain this invisible enemy ( here I will leave out some Messrs. Entrepreneurs who decided to explore fear). After the initial phase, we entered the phase of de-definition and companies and entrepreneurs try to return to normal.

And the question we ask is: What is normal?

The surveys carried out since the beginning of the pandemic, show with satisfaction that the majority of Portuguese companies resorted to financing, deferred tax payments, resorted to Lay off.


Therefore, many of the companies will resume their activity, with insufficient cash flow, resulting from the stoppage and / or inactivity, for payment of suppliers and salaries, commitments to which the debts now accumulated will be added.

To which is added the uncertainty about the future of the activity, including the possibility of having to close again!


Few managers will know how the markets will behave. Confinement brought new consumption habits, new professions were born, and others tend to disappear.

Many will be the ones who will fail predictions, make mistakes in diagnoses, and many will not have a second chance!

International markets will change, and with them the flow of exports, vital to our economic growth.


Each of us will have to decide what to do, knowing, as we know, that companies and entrepreneurs will now have to assume the responsibility for maintaining existing jobs, paying debts incurred, and relaunching the economy that will certainly enter a deep crisis.

And we will still have to find ways of financing, and eventually more indebtedness to operate the digital transformation that has entered us through the doors, either through the acquisition of new IT means or through the investment in professional training to reconvert the labor force, without a doubt the greatest asset of companies.

It is because it is time for us to go to the window to applaud businessmen and entrepreneurs


Writer

Rui Jorge Rosário Rego. Presidente Comissão Executiva at Aerlis

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