FACTOR4SUSTAINABILITY

Atualizado: 26 de Dez de 2019

Quem é o Carlos como Pessoa?

(CO): Um cidadão comum, que tenta viver da maneira mais consciente possível as várias facetas da Vida.

 Quando e Como surgiu o projeto que desenvolve?

(CO): A ideia estava a germinar há muito tempo, mas uma série de circunstâncias levaram a que se tomasse a decisão de avançar há cerca de 5 anos. A partir daí desenrolaram-se os trâmites e intensificaram-se os contactos e parcerias de modo a avançar com o projeto.

Investir  IN PORTUGAL  e nesta área, quais os desafios?

(CO): Ao contrário do que possa parecer, em Portugal, atuar nas áreas da Sustentabilidade e da Economia Circular é algo a que ainda não foi dada a devida importância, razão pela qual as empresas que operam neste setor são verdadeiramente Inovadoras e modernas. Assim, desde logo, o principal desafio é o de informar e demonstrar a mais--valia do paradigma do Desenvolvimento Sustentável para as empresas e para o País, nos aspetos económico, social e ambiental.

 Qual é o teu maior desafio como empreendedor quando criaste de inicio o projeto, e agora olhando para o que já se desenvolveu?

(CO): Correndo o risco de ser “politicamente incorreto” há que denunciar a falta de legislação e de apoio à transição para uma Economia Circular, matéria em que, ao contrário de outros países do nosso espaço europeu, estamos bastante atrasados. Claro que isto tem consequências ao nível das oportunidades no mercado interno e na velocidade a que os projetos decorrem. Diria que um dos grandes desafios é o de ocupar, por via do foco e do trabalho diário, o vazio deixado pelo Legislador nestas matérias, como educação, ecodesign, códigos de construção sustentável, certificações ecológicas e de sustentabilidade, etc.

Existem GAPS em Portugal na tua área de negócio? Como os observas e qual a tua opinião?

(CO) Existe um gap desde logo na importância atribuída pela opinião púbica, empresas, instituições e governos dos países mais desenvolvidos relativamente a estas matérias. A Economia Circular (EC) é uma inevitabilidade a curto prazo e não vemos em Portugal os políticos nem os economistas a falar regularmente destes assuntos. Em tempo de eleições europeias ainda não dei conta de algum candidato ao parlamento europeu focado neste tema. No entanto, e de acordo com a Comissão Europeia, a EC é uma prioridade, conforme “pacote” aprovado desde 2015, suscetível de criar riqueza e empregos no espaço europeu.

 Já mudaste vidas com o teu projeto? Sentes-te como um elemento activo em todo esse processo de mudança? Como?

(CO) A única vida que tenho a capacidade de mudar é a minha e a dos meus, o que já não é pouco. Mas sim, sinto-me como mais um elemento catalisador de mudança no ecossistema empresarial português, no sentido da aplicação da Sustentabilidade à vida das empresas, tendo em conta as devidas proporções e limitações.  

 Se tivesses de começar de novo, farias tudo igual e  IN PORTUGAL ?

(CO) Faria muita coisa diferente, mas fá-lo-ia em Portugal - meu País - que muito amo e que muito necessita.

Para ti Portugal vale a pena nesta área? Porquê?

(CO) Por todas as razões, como já indicado acima, mas sobretudo por aquilo que ainda falta fazer!


Who is Carlos as a Person?

(CO): A common citizen, who tries to live in the most conscious way possible the various facets of Life.

When and How did the project develop?

(CO): The idea was sprouting a long time ago, but a number of circumstances led to the decision to move forward about 5 years ago. From there, the procedures were developed and the contacts and partnerships were intensified in order to move forward with the project.

Investing IN PORTUGAL and in this area, what are the challenges?

(CO): Contrary to what it may seem, in Portugal, working in the areas of Sustainability and the Circular Economy is something that has not yet been given due importance, which is why the companies that operate in this sector are truly Innovative and modern. Thus, the main challenge is to inform and demonstrate the added value of the Sustainable Development paradigm for companies and for the country, in the economic, social and environmental aspects.

What is your biggest challenge as an entrepreneur when you first started the project, and now looking at what has already developed?

(CO): At the risk of being "politically incorrect", we must denounce the lack of legislation and support for the transition to a circular economy, a matter in which, unlike other countries in our European area, we are far behind. Of course, this has consequences for the opportunities in the internal market and the speed at which the projects take place. I would say that one of the great challenges is to occupy, through focus and daily work, the void left by the Legislator in these matters, such as education, ecodesign, sustainable building codes, ecological and sustainability certifications, etc.

Are there GAPS in Portugal in your area of business? How do you observe them and what do you think?

(CO) There is already a gap in the importance attributed by the public opinion, companies, institutions and governments of the most developed countries in these matters. The Circular Economy (EC) is a short-term inevitability and we do not see politicians or economists in Portugal talking regularly about these issues. At the time of European elections I have not yet heard of any candidate for the European Parliament focused on this issue. However, according to the European Commission, the EC is a priority, in accordance with a package approved since 2015, capable of creating wealth and jobs in Europe.

Have you changed lives with your project? Do you feel like an active element in this whole process of change? As?

(CO) The only life I have the ability to change is mine and mine, which is no small thing. But yes, I feel i am  one more catalyzing element of change in the Portuguese business ecosystem, in the sense of the application of Sustainability to the life of the companies, taking into account the proportions and limitations.

If you had to start again, would you do the same and IN PORTUGAL?

(CO) I would do much different, but I would do it in Portugal - my Country - that I love and much need.

For you Portugal is worth in this area? Because?

(CO) For all reasons, as already indicated above, but above all for what remains to be done!


Carlos Oliveira

SPEAKERS IBS2019

3rd edition INPortugal Business Magazine


0 visualização
0CARRINHO
Quem somos