ARCHITECTURE RETAIL - EXPAT BUSINESS




A CVMJ é uma empresa criativa que fornece soluções inovadoras, capacidade técnica e gestão global de projetos. Oferece flexibilidade e capacidade de adaptação constante que permite apresentar soluções sob medida, respondendo de forma personalizada às necessidades de cada projeto e cliente. A implementação de cada projeto torna-nos os parceiros de confiança, preferidos de nossos clientes. Satisfazemos as necessidades de clientes corporativos em toda a cadeia de projetos de arquitetura e engenharia, com uma forte especialização em design de retalho.

CVMJ

<INP> Quem é a Maria José (em todas as áreas da vida)?  

<MJ> Sou uma pessoa com interesse em variadas áreas criativas e de conhecimento, que entende a vida como um percurso que vamos construindo cada dia. O interesse pelas artes e a arquitetura começou de miúda, quando frequentei cursos de desenho e de música no conservatório. Tinha 11 anos quando fiquei fascinada ao descobrir a Villa Savoye e a capela de Ronchamp do famoso arquiteto Le Corbusier num  livro de artes e arquitectura que os meus pais tinham comprado. Foi nesse momento que entrou em mim o bichinho da arquitectura, e anos mais tarde, quando tive que escolher curso, não hesitei. Durante os anos da universidade compatibilizei os estudos com alguns trabalhos interessantes como realizar levantamentos de castelos castelhanos para o inventario realizado pelo governo regional ou colaborar com o departamento de urbanismo da faculdade no planeamento urbano de Segóvia, mas aquele que mais me orgulha foi a publicação, junto com amigos e colegas, do guia de arquitectura e urbanismo da cidade de Oviedo, onde eu tinha nascido e vivido até ir estudar para Valladolid.  

<INP> Quando e Como surgiu O projeto onde se insere?

  <MJ> Durante uma visita de estudo a Lisboa, fiquei maravilhada pela beleza do ambiente urbano, tanto que quando tive oportunidade de solicitar uma bolsa de mobilidade europeia de inserção profissional escolhi esta cidade para abrir horizontes. Desde então já passei por vários avatares, ao início colaborei no Baixa Atelier, pouco depois e em simultâneo comecei a desenvolver projetos em Itália a convite de Francesca Conti, até que instalei o atelier The Glub – Architects com meu companheiro e sócio Carlos Durán. Durante este período desenvolvemos alguns projetos significativos nas áreas da cultura, turismo e ambiente relacionados com a associação ACTA de Milão, entre os que destacaria o projecto de adequação paisagística do santuário romano de Minerva em Breno. Posteriormente começámos a colaborar com o atelier Firenze Progetti, desenvolvendo os projectos de lojas para grandes marcas de moda em Portugal. Foi a partir desta experiência que começámos a especializar-nos na gestão de projectos para clientes corporativos do ramo do retail de luxo. Em 2015 criámos o atelier CVMJ Arquitectura & Retail em que compatibilizamos os projectos de lojas para diferentes marcas, com projectos para clientes particulares e corporativos que vêem em Portugal e Lisboa um sítio para viver e investir.

<INP> Investir IN PORTUGAL na sua área de negócio, dentro da especialização, quais os desafios?  

<MJ>Não é novidade dizer que Portugal, e nomeadamente Lisboa e Porto, estão a passar por uma rápida transformação económica e social. O esforço que a administração pública tem dedicado nas últimas décadas a apoiar o desenvolvimento do turismo e a atrair residentes estrangeiros está a ter resultados na forma de requalificação de espaços e equipamentos públicos, investimento imobiliário em reabilitação e edificação, construção e renovação de hotéis, e reativação do comércio de rua. Como arquitetos temos experiência em desenhar e gerir projetos relevantes em todas estas áreas, o que à partida, nos coloca em boa posição na hora de atrair e reter clientes.   Como principais desafios inerentes às profissões técnicas e criativas mencionaria a desregulação das profissões colegiadas no sul de Europa, a falta de critérios claros e os prazos de resposta demorados por parte das administrações, que provocam desorientação no mercado e dificultam a programação objetiva das empresas.  

INP> Qual é o maior desafio em Portugal, na sua opinião, como empreendedora nesta área?

 <MJ> Portugal é um mercado aberto, em transformação, que ainda não é completamente maduro. Para um atelier qualificado de pequena dimensão como o nosso, não é fácil encontrar o seu lugar entre as empresas tradicionais locais, apoiadas em redes de contactos familiares e compromissos antigos e as novas organizações estrangeiras que vêm apoiadas pelo prestígio das multinacionais e o poder dos fundos de investimento. O nosso maior desafio neste contexto é ser reconhecidos como referência dentro das empresas criativas, apresentando soluções inovadoras, tecnicamente avançadas e geridas de forma global.



INP> Como concilia este projeto e dedicação intensa com a sua vida familiar?  

<MJ> Uma vez que não temos família em Portugal, confesso que nem sempre é fácil organizar a vida profissional e familiar em simultâneo. Por isso é de grande ajuda contar com redes de apoio e amigos que nos amparam na hora de conciliar ambos os mundos. A vantagem de ser donos da nossa empresa é que temos uma certa flexibilidade para adaptar os horários e as rotinas familiares.  

<MJ> Felizmente na atualidade existem muitas redes de apoio à atividade empreendedora, com especial atenção nas mulheres. Comunidades como WomenWinWin e PWN entre outras, desenvolvem um importante labor de suporte mediante programas de mentoring, workshops, conferências e ações de networking para que nós as mulheres possamos fazer mais e melhor. É um processo lento mas imparável, embora o mercado laboral esteja pouco a pouco acompanhando as mudanças, cada vez há mais mulheres ocupando cargos de máxima responsabilidade nas organizações.

INP> Se tivesse de começar de novo, farias tudo igual?

<MJ>Gosto do caminho que escolhi. Quando estava na faculdade, como muitos dos colegas, pensava de forma ingénua na ideia de ter um atelier próprio e que ao início gostaria de conhecer alguns dos ateliers de referência. Com o tempo fui descobrindo que é complexo empreender e criar uma estrutura de trabalho e que havia uma grande desconexão entre o mundo académico e o mundo real. A diferença entre ter mais noção das dificuldades desde o início é a preparação para lidar com elas, sem essa noção demoramos mais a conseguir os objetivos.    INP> Para si Portugal vale a pena nesta área? Porquê?   <MJ>No meu balanço pessoal entre vantagens e desvantagens, Portugal continua a ser interessante para desenvolver um projecto de vida. Como vantagens destacaria a proximidade entre o meu pais de origem e Portugal, penso que entre Espanha e Portugal existem mais factores que nos unem que aqueles que nos separam. Temos desenvolvido uma rede de empresas colaboradoras que nos permitem afirmar que o nosso mercado natural é a península ibérica. Entre os nossos clientes predominam empresas que operam em ambos os mercados. Portugal é uma boa plataforma para empresas de serviços de âmbito europeu. Com os meios atuais conseguimos desenvolver e dar seguimento a projetos com os nossos colaboradores habituais em diferentes países mantendo a nossa base em Lisboa, que tem a vantagem de nos conectar com o mundo sem deixar de manter uma escala e forma de vida amável.



CVMJ is a creative company that provides innovative solutions, technical capability and global project management.Providing flexibility and constant adaptation capacity that allows us to present tailored solutions, responding in a personalized way to the needs of each project and client.The high reliability in the implementation of each project makes us the preferred trust partners of our clients.We attend the needs of corporate clients throughout the architecture and engineering project chain with a strong specialization in retail design. 

<INP> Who is Maria José (in all areas of life)?

<MJ> I am a person with interest in various creative and knowledge areas, who understands life as a path that we build each day. Interest in the arts and architecture began as a young girl when I attended drawing and music courses at the conservatory. I was 11 when I was fascinated to discover Villa Savoye and Ronchamp's chapel by famed architect Le Corbusier in a book of arts and architecture that my parents had bought. It was at that moment that the pet of architecture entered me, and years later, when I had to choose course, I did not hesitate. During the university years I made the studies compatible with some interesting works such as conducting surveys of Castilian castles for the inventory carried out by the regional government or collaborating with the urbanism department of the college in the urban planning of Segovia, but the one that I am most proud of was the publication, together with friends and colleagues, from the guide of architecture and urbanism of the city of Oviedo, where I was born and lived until I went to study for Valladolid.

<INP> When and How did the project come in?

<MJ> During a study visit to Lisbon, I was amazed by the beauty of the urban environment, so much so that when I had the opportunity to apply for a European mobility scholarship I chose this city to open horizons. Since then I've been through several avatars, at the beginning I collaborated in Baixa Atelier, shortly after and simultaneously started developing projects in Italy at the invitation of Francesca Conti, until I installed the studio The Glub - Architects with my partner and partner Carlos Durán. During this period we developed some significant projects in the areas of culture, tourism and environment related to the ACTA association of Milan, among which we would highlight the landscape adaptation project of the Roman shrine of Minerva in Breno. Later we started to collaborate with Firenze Progetti atelier, developing store projects for major fashion brands in Portugal. It was from this experience that we began to specialize in project management for luxury retail corporate clients. In 2015, we created the CVMJ Arquitectura & Retail atelier, where we made store designs for different brands compatible, with projects for private and corporate clients who see Portugal and Lisbon as a place to live and invest.



<INP> Investing IN PORTUGAL in your business area, within the specialization, what are the challenges?

<MJ>Unsurprisingly, Portugal, and particularly Lisbon and Porto, are undergoing a rapid economic and social transformation. The effort that the public administration has devoted in recent decades to supporting tourism development and attracting foreign residents is paying off in the form of rehabilitation of public spaces and equipment, real estate investment in rehabilitation and building, construction and renovation of hotels, and reactivation of street commerce. As architects we have experience in designing and managing relevant projects in all these areas, which in the beginning puts us in a good position to attract and retain clients. Among the main challenges inherent in the technical and creative professions I would mention the deregulation of collegiate professions in southern Europe, the lack of clear criteria and the lengthy response times by administrations, which cause market disorientation and make it difficult for companies to objectively program.

INP> What is the biggest challenge in Portugal, in your opinion, as an entrepreneur in this area?

<MJ>Portugal is an open, changing market that is not yet fully mature. For a small, qualified atelier like ours, it is not easy to find a place between traditional local businesses, supported by family networks and old commitments and new foreign organizations that are backed by the prestige of multinationals and the power of funds. of investment. Our biggest challenge in this context is to be recognized as a reference within creative companies, presenting innovative, technically advanced and globally managed solutions.

INP> How do you reconcile this project and time dedication with your family life?

<MJ>Since we have no family in Portugal, I confess that it is not always easy to organize work and family life at the same time. So it is very helpful to have support networks and friends who support us in reconciling both worlds. The advantage of owning our company is that we have some flexibility to adapt family schedules and routines.

INP> As an Entrepreneurial Woman, what is your opinion about the female entrepreneur in the current context?

<MJ>Fortunately, there are many support networks for entrepreneurship, with special attention to women. Communities such as WomenWinWin and PWN, among others, are developing an important support work through mentoring programs, workshops, conferences and networking so that we women can do more and better. It is a slow but unstoppable process, although the labor market is slowly following the changes, more and more women are occupying positions of maximum responsibility in organizations.

INP> If you had to start over, would you do everything the same?

<MJ>I like the path I chose. When I was in college, like many of my colleagues, I thought naively about the idea of

having a studio of my own, and that at first I would like to meet some of the reference workshops. Over time I discovered that it is complex to undertake and create a work structure and that there was a major disconnect between the academic world and the real world. The difference between being more aware of the difficulties from the start is the preparation to deal with them, without this notion we take longer to achieve the goals.

INP> Is Portugal worth to you in this area? Why?

<MJ> In my personal balance between advantages and disadvantages, Portugal remains interesting to develop a life project. As advantages would highlight the proximity between my country of origin and Portugal, I think that between Spain and Portugal there are more factors that unite us than those that separate us. We have developed a network of collaborating companies that allow us to state that our natural market is the Iberian peninsula. Among our customers are companies operating in both markets. Portugal is a good one platform for European service companies. With the current means we are able to develop and follow up projects with our usual collaborators in different countries maintaining our base in Lisbon, which has the advantage of connecting us with the world while maintaining a friendly scale and way of life.





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